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Ilumina Pantanal promove desenvolvimento, dinamiza turismo e valoriza o pantaneiro, diz Reinaldo Azambuja

Dona Enaurina, ribeirinha, mostra ao governador garrafa com gelo de sua geladeira nova

A chegada da energia elétrica nos confins do Pantanal de Mato Grosso do Sul é a redenção tão esperada de uma região que nunca havia recebido um volume de investimentos em infraestrutura como nos últimos seis anos do governo de Reinaldo Azambuja. O Ilumina Pantanal, projeto integrado do Governo do Estado, Ministério das Minas e Energia e Energisa, promove a universalização energética em um dos ecossistemas mais preservados do planeta.

Beneficiado pela implantação do modelo de geração solar, que abrange a maioria dos grandes e pequenos produtores rurais e comunidades ribeirinhas, Armando Arruda Lacerda, 66, traduz o sentimento do homem pantaneiro: “deixamos de ser invisíveis, a luz agora nos ilumina”. Dono do Porto São Pedro, um dos principais embarcadouros de gado da sub-região do Paiaguás, Lacerda mareja os olhos ao falar de uma conquista sonhada pelos desbravadores da região.

écnico da Energisa faz demonstração d painel de energia solar no Porto São Pedro

“É o primeiro dia após a luz, como se fosse Genesis, divide o Pantanal em duas épocas distintas. Não é apenas conforto, é imprescindível, reduz o custo altíssimo para se manter geradores à diesel”, diz ele. “Uma verdadeira maravilha, há muito esperado; até podemos fazer festa e dançar depois da pandemia. Estamos agradecidos ao governador Reinaldo Azambuja, que tem melhorado a nossa logística, um instrumento de produção para a nossa pecuária.”

Dádiva sonhada

O tradicional pantaneiro recebeu em seu porto, nesta quarta-feira (28), o governador Reinaldo Azambuja e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, em visita técnica ao projeto que já se expandiu pela região (borda da Serra do Amolar, norte de Corumbá). O governador disse que a chegada do insumo energético é “uma dádiva sonhada” e um “ganho para todos nós, para Mato Grosso do Sul e principalmente para o homem e a mulher pantaneiros”.

Energia solar foi a melhor alternativa econômica e ambiental para o Pantanal, com baixa tarifa

Reinaldo Azambuja destacou a parceria com o governo federal e com a Energisa, fundamental para viabilizar o Ilumina Pantanal, e ressaltou que o investimento se soma ao grande programa de obras de infraestrutura que o Governo do Estado executa na região, com abertura de estradas e portos. “Estamos trazendo desenvolvimento à pecuária tradicional, dinamizando o turismo e também dignidade a quem vive aqui e preserva este santuário que é um bem mundial”, disse.

O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, citou o Ilumina Pantanal como um dos maiores programas do governo federal não apenas pela tecnologia inovadora empregada para garantir sustentabilidade, mas por proporcionar cidadania às pessoas. “O apoio do governo estadual foi imprescindível para a viabilização e sucesso do projeto”, citou. ‘É a materialização das políticas públicas em um Estado referência na produção energética.”

Dona Enaurina abraça o governador

A universalização do acesso à energia elétrica no Pantanal abrange os municípios de Corumbá, Ladário, Aquidauana, Porto Murtinho, Coxim, Miranda e Rio Verde, com projeção de atender a 2.167 moradias até meados de 2022. O projeto está sendo executado pela Energisa, com investimentos de R$ 134 milhões, Do total das novas unidades consumidoras, 77 receberão modelo tradicional de transmissão de energia elétrica e outras 2.090 serão no sistema solar.Parceiro do pantaneiro

O uso do lampião, da lamparina ou da vela faz parte do passado para o pantaneiro, acostumado aos desafios do isolamento e da sazonalidade do bioma. Em um projeto inovador, a parceria dos governos federal e estadual com a Energisa garantiu a implantação de painéis de geração solar individuais com sistema de baterias, operando off-grid, ou seja, sem conexão com as redes de distribuição. Sem custos para fazendeiros e ribeirinhos e uma tarifa social de R$ 30,00.

“É um grande salto para a pecuária, nunca tivemos esse avanço tecnológico e vai reduzir custos de produção, além de proporcionar qualidade de vida para fazendeiros, colaboradores e ribeirinhos”, ressalta Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá. “O governador Reinaldo Azambuja tem sido um grande parceiro do pantaneiro, a nossa região nunca recebeu tantos benefícios como agora, hoje temos estradas para escoar a produção.”

Armando Lacerda: pantaneiro ganha visibilidade com a chegada da energia elétrica, sonho de décadas

Vai melhorar tudo

A pescadora e catadora de isca Enaurina da Silva Rodrigues, 59, está radiante com a sua placa solar. Ela vive há mais de 40 anos na curva do Rio Paraguai, na localidade do Chané (nome de tribo indígena extinta), e nunca imaginou que teria uma geladeira em sua humilde casa e poder tomar um banho quente com o frio que está fazendo na região. “É uma alegria muito grande, agora temos água gelada e luz para iluminar o terreiro por causa da onça-pintada”, comenta.

A ribeirinha recebeu a visita do governador Reinaldo Azambuja, do ministro Bento Albuquerque e do diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, nesta quarta-feira. Abraçando o governador, ela agradeceu: “o senhor fez um grande favor para nós”. Enaurina é viúva e vive com um filho e três netos. Agora, acolheu a filha adotiva, Maria Antônia, que morava na cidade e cujo marido, Aparecido Lima, 55, estava desempregado. “Com a luz vai melhorar tudo”, diz.

Ribeirinho contemplado na beira do Rio Paraguai

Presentes a reunião técnica no Porto São Pedro os secretários estaduais Eduardo Riedel (Infraestrutura) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familitar), os deputados Bia Cavassa (federal) e Evander Vendramini (estadual); prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes; comandante da Base Naval de Ladário, contra-almirante Paulo Bittencourt; Élvio Guerra, diretor da Aneel; e comandante da PMA, tenente-coronel José Carlos Rodrigues.Os ribeirinhos representam 45% da população pantaneira nos sete municípios – 3,4 mil moradores. A energia convencional foi implantada inicialmente em localidades da Nhecolândia, em Corumbá, com redes de distribuição abrangendo a Estrada-Parque e a fazenda Nhumirim, da Embrapa, e chegando ao centro da subregião por Rio Verde. Não avançou porque a implantação de subestações foi descartada pela extensão do bioma e impactos ambientais.

Subsecretaria de Comunicação

Fotos: Chico Ribeiro

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